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Gabriel Galípolo nega rivalidade entre PIX e cartões de crédito e destaca inclusão financeira

Por Redação Arcoverde Agora
19/05/2026 - Atualizado há 1 hora
Gabriel Galípolo nega rivalidade entre PIX e cartões de crédito e destaca inclusão financeira

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, defendeu nesta terça-feira (19) a importância estratégica do PIX para a economia brasileira, refutando a ideia de uma suposta rivalidade entre o sistema de pagamentos instantâneos e as operadoras de cartões de crédito. Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, Galípolo ressaltou que a ferramenta, longe de substituir as soluções tradicionais, atuou como um vetor de inclusão financeira em todo o país.

Segundo o presidente do BC, o PIX facilitou a chamada "bancarização" de milhões de brasileiros que antes estavam à margem do sistema financeiro formal. Esse acesso inicial à conta bancária, proporcionado pela facilidade de movimentação financeira, acabou por estimular o consumo e, consequentemente, elevou a demanda por cartões de crédito. "Pessoas imaginam que tem rivalidade entre o PIX e o cartão de crédito, mas a gente observa que não. O cartão de crédito cresceu com a bancarização", afirmou Galípolo aos parlamentares.

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A temática ganha relevância diante das pressões internacionais. Desde julho de 2025, o PIX tem sido alvo de escrutínio por parte de autoridades dos Estados Unidos. Relatórios da Casa Branca apontam preocupações quanto a uma suposta preferência do Banco Central pelo sistema estatal, o que, segundo o entendimento norte-americano, poderia prejudicar empresas globais como Visa e Mastercard. Em documentos oficiais, a gestão Trump chegou a citar práticas que seriam consideradas desleais, apontando que o uso obrigatório do PIX para instituições com mais de 500 mil contas criaria um desequilíbrio no mercado.

Em contrapartida, a autoridade monetária brasileira reforça que o PIX é um instrumento de modernização essencial para o comércio eletrônico e para a democratização do acesso aos serviços bancários. O debate sobre a regulação do sistema continua sendo um ponto de atenção para a política econômica, enquanto o Banco Central segue monitorando o impacto dessas tensões comerciais nas negociações internacionais e na estrutura do setor de pagamentos eletrônicos no Brasil. O cenário permanece sob observação, com desdobramentos esperados conforme o diálogo entre os países avança.

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