Corpo de Bombeiros emite alerta urgente sobre segurança no trabalho rural durante a colheita

O início do período de colheita no Espírito Santo trouxe consigo um alerta preocupante emitido pelo Corpo de Bombeiros e órgãos de segurança do trabalho. Com a intensificação das atividades nas lavouras, especialmente na cafeicultura, o estado registrou um aumento alarmante no número de acidentes laborais. Em um intervalo de apenas duas semanas, quatro óbitos foram confirmados em diferentes propriedades rurais, envolvendo situações graves como explosões, incêndios em alojamentos e quedas de altura.
O caso de maior comoção ocorreu em uma fazenda no município de Vila Valério, onde três trabalhadores, todos naturais da Bahia, faleceram após um incêndio devastador. As vítimas sofreram queimaduras graves em quase 90% dos corpos após uma explosão, possivelmente iniciada por um curto-circuito em uma tomada de carregamento de celulares. Paralelamente, em Jaguaré, outro produtor rural perdeu a vida após sofrer uma queda de uma escada enquanto operava um secador de pimenta. Estes eventos sublinham a necessidade imediata de rever protocolos de segurança nas propriedades.
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De acordo com o tenente Leonardo Cazzotto, do Corpo de Bombeiros, a rotina de trabalho no campo expõe o agricultor a riscos constantes, que incluem desde cortes e lesões físicas até atropelamentos por máquinas pesadas, como tratores e caminhões. O profissional destaca que os pontos cegos desses veículos são responsáveis por uma parcela significativa das ocorrências. Além disso, a exposição prolongada à poeira orgânica e a possíveis objetos perfurantes no solo exige que a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) seja rigorosamente fiscalizada.
O uso de itens como luvas, óculos de proteção, máscaras respiratórias, aventais e botinas específicas não é apenas uma formalidade legal, mas uma barreira vital contra acidentes graves. As luvas protegem contra contaminações químicas e cortes, enquanto as botinas oferecem estabilidade em terrenos irregulares e proteção contra picadas de animais peçonhentos. A responsabilidade por esse fornecimento recai sobre o contratante. Segundo o Ministério do Trabalho, cabe ao empregador garantir condições dignas, seguras e em conformidade com as normas de saúde ocupacional. O Pacto do Café, que combate o trabalho precário, serve como um lembrete de que o zelo pela vida humana deve estar acima da produtividade na mesa dos produtores.
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