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Operação Carbono Oculto: Nova fase desarticula esquema de lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis

Por Redação Arcoverde Agora
28/05/2026 - Atualizado há 3 horas
Operação Carbono Oculto: Nova fase desarticula esquema de lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis

O Governo Federal, em uma ação conjunta com o Ministério Público de São Paulo, deflagrou uma nova fase da Operação Carbono Oculto, denominada "Fluxo Oculto". A operação tem como objetivo principal desmantelar uma intrincada rede de lavagem de dinheiro utilizada pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para operar no setor de combustíveis. Segundo o ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, a estratégia central do Estado tem sido a "asfixia financeira", atacando o fluxo de capital que sustenta as atividades do crime organizado no país.

As investigações revelaram um nível de sofisticação alarmante, com os envolvidos utilizando fintechs e criptoativos para movimentar recursos de forma ilícita. De acordo com o ministro, o monitoramento detalhado dessas plataformas financeiras tornou-se fundamental para identificar irregularidades que, anteriormente, passavam despercebidas pelos sistemas de controle tradicionais. A Receita Federal, por meio do sistema e-financeira, desempenhou um papel crucial no rastreamento dessas transações suspeitas, permitindo que a luz fosse lançada sobre a estrutura que abastece o crime organizado.

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A operação identificou que, mesmo após sucessivas ações policiais, o grupo criminoso demonstrou alta resiliência, substituindo empresas expostas por novas entidades e migrando recursos entre diversas fintechs para ocultar a origem ilícita dos valores. Em um dos casos mais emblemáticos mapeados pelo Gaeco, o faturamento e as operações de 56 postos de combustíveis distintos eram centralizados em uma única conta, evidenciando a tentativa de confundir os órgãos fiscalizadores e dificultar o rastreamento do patrimônio.

Dario Durigan destacou que a intensificação desse combate só foi possível após a retomada do monitoramento rigoroso em agosto do ano passado. O ministro criticou tentativas anteriores de parlamentares e influenciadores digitais que, segundo ele, tentaram dificultar o acesso às informações da e-financeira, ferramenta indispensável para o sucesso da operação. A ofensiva, portanto, não apenas atinge os laranjas e operadores logísticos do esquema, mas impõe um desafio técnico e jurídico constante contra a modernização das práticas criminosas no Brasil. As investigações continuam com o objetivo de identificar outros elos da rede e confiscar os ativos ilícitos que alimentam o crime organizado.

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