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Rio Grande do Sul projeta safra recorde de noz-pecã para 2026

Por Redação Arcoverde Agora
19/05/2026 - Atualizado há 1 hora
Rio Grande do Sul projeta safra recorde de noz-pecã para 2026

O Rio Grande do Sul, estado que detém a responsabilidade por aproximadamente 90% de toda a noz-pecã consumida no Brasil, prepara-se para alcançar um marco histórico na safra de 2026. De acordo com as projeções divulgadas pela Emater/RS-Ascar, a colheita deverá atingir a expressiva marca de 8 mil toneladas, representando um crescimento substancial em relação às 5,2 mil toneladas registradas no ciclo anterior. Este aumento significativo reflete não apenas o fortalecimento do setor, mas também a consolidação do estado como o grande protagonista nacional na produção desse fruto.

O otimismo que toma conta dos produtores rurais está diretamente ligado às condições climáticas observadas ao longo do período de desenvolvimento dos pomares. Segundo Guilherme Passamani, gerente regional da Emater, o regime de chuvas ocorreu em momentos estratégicos, sendo essencial para o vigor das plantas. Somado a isso, os dias de sol intenso e os ventos moderados durante as fases críticas de brotação e floração criaram o cenário ideal para uma supersafra, garantindo uma produtividade que supera as expectativas iniciais do mercado.

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A logística da colheita, que se estende até o mês de junho, é marcada por um alto nível de mecanização. Em grandes propriedades, como uma fazenda situada em Santa Maria, na Região Central do estado, que mantém cerca de 20 mil pés em 120 hectares, a tecnologia é aplicada para agilizar o processo. Máquinas especializadas realizam o balanço dos troncos das nogueiras, permitindo que os frutos caiam para serem posteriormente limpos, selecionados e classificados por tamanho. Produtores locais, como Eduardo Klumb, reforçam que o sucesso da operação depende de uma combinação entre o clima e técnicas rigorosas de manejo, incluindo a adubação e o controle fitossanitário.

Cidades como Cachoeira do Sul, Dom Pedrito e Anta Gorda destacam-se como polos produtores, atraindo novos investidores para o segmento. A perspectiva do Instituto Brasileiro de Pecan (IBPecan) é otimista, estimando que o Brasil ultrapasse a marca de 15 mil toneladas anuais até 2030, à medida que a área plantada continue a se expandir. Com a Itália figurando atualmente como a principal parceira comercial na importação do produto gaúcho, o setor de noz-pecã reafirma sua importância estratégica na pauta de exportações brasileiras, gerando renda e desenvolvimento para o campo.

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