Desenrola Fies impõe restrições a apostas online e oferece descontos de até 99% para estudantes

O Governo Federal oficializou a nova etapa do programa Desenrola Fies, iniciativa voltada à renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil. O anúncio, feito pelo secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, trouxe uma medida inusitada: os estudantes que aderirem ao parcelamento ou renegociação dos débitos ficarão proibidos de realizar apostas online, conhecidas popularmente como "bets". A determinação visa assegurar que os recursos dos beneficiários sejam priorizados para a quitação de seus compromissos acadêmicos e financeiros, evitando o comprometimento da renda com jogos de azar.
A partir desta quarta-feira, os estudantes que possuem contratos firmados até 2017 e que se encontram em fase de amortização já podem buscar as agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil para regularizar sua situação. A expectativa do Ministério da Educação é contemplar mais de um milhão de cidadãos, aliviando um passivo que, segundo dados do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, atingiu o montante expressivo de R$ 90 bilhões ao final do último ano.
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As condições para a renegociação variam de acordo com o perfil do estudante e o tempo de atraso das parcelas. Para contratos com atraso entre 90 e 360 dias, é possível obter 100% de desconto sobre juros e multas, além de uma redução adicional de 12% sobre o valor principal caso o pagamento seja feito à vista. Para dívidas com atraso superior a 360 dias, o programa é ainda mais generoso: estudantes inscritos no CadÚnico podem alcançar descontos de até 99% sobre o valor total do débito, enquanto os demais podem chegar a 77%.
É fundamental que o beneficiário mantenha os pagamentos em dia, pois o descumprimento — caracterizado pelo não pagamento de três parcelas consecutivas ou cinco alternadas — resultará na suspensão imediata dos descontos concedidos, com a reincorporação dos valores ao saldo devedor original. Os interessados possuem prazo até 31 de dezembro de 2026 para formalizar a adesão. O governo reforça que a medida faz parte de um conjunto de ações macroeconômicas para equilibrar as contas públicas e, simultaneamente, oferecer fôlego financeiro a milhões de jovens brasileiros que buscam quitar suas responsabilidades com o ensino superior.
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